O lado negro de San Andres

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O lado negro de San Andres

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Se você tem muito dinheiro sobrando, com certeza tem condições de evitar a maioria dos desconfortos tais como banheiros sujos, segurança duvidosa, quartos apertados, comida ruim, etc. É só reservar um Resort 5 estrelas all incluse e pronto. Mesmo assim, vai enfrentar filas na alfandega, encontrar a bagagem amassada, e provavelmente encarar o transito de algum lugar meio confuso. Mas se você é como nós que procura maximizar a estadia e minimizar o desconforto talvez vá se deparar com tudo isso. Procuramos relatar nesta sessão as coisas não muito legais de cada localidade que provavelmente você enfrentará, mas pelo menos não vai estragar sua viagem reclamando porque agora você já vai saber que elas existem e vai enfrenta-las bem mais tranquilo.
O lado negro de San Andres……
A primeira má impressão que se tem ao chegar no aeroporto de San Andres é a fila para a imigração. Ficamos, cerca de 25 minutos na fila. Primeiro uma funcionária até simpática, mas com mascara cirúrgica, que ficava difícil entender o que ela dizia, olha os passaportes, carimba e encaminha para uma outra fila onde um único funcionário verifica se o visto de entrada na ilha foi pago( para se entrar na ilha compra-se um visto no momento do embarque da companhia aérea por US$ 25,00). Cartazes alertando sobre os riscos do Ebola justificaram a funcionária usando a mascara. Em seguida, pega-se as malas. Não houve problema nenhum com elas. Para o embarque é a mesma sequencia burocrática: antes do check-in tem-se que carimbar o passaporte, depois, não sei bem o que era, olham o passaporte de novo e anotam no computador alguma coisa, e por fim, mais uma conferida no passaporte por mais um elemento , acho que foi para verificar o pagamento do visto de entrada e antes de entrar na sala de embarque revistam manualmente suas maletas de mão. Para sair mostra-se o passaporte 3 vezes para as autoridades mais 2 vezes para o pessoal da companhia aérea. Difícil entender por que tanta gente tem que olhar os passaportes.
Taxi
O taxi é negociado antes, não existe taxímetro e a corrida é meio que tabelada até o centro trajeto curto custou 12.000 PCO. As malas não cabiam no porta -malas que foi aberto mesmo, mas sem stress por parte do motorista. Já enfrentamos a mesma situação na Tailândia e o motorista também não se estressou, inclusive, tinha uma cordinha para amarrar a tampa do porta-malas.
Transito,
A ilha é infestada de motocicletas (foto). Veem-se famílias inteiras em cima de uma moto. Vi pai, mãe e dois filhos em uma moto de 125 cc. Os cruzamentos raramente têm sinalização e o que todos fazem é dar uma buzinada e ir em frente. Tem animais na pista, caminhão, ônibus, Mules ( os carrinhos que a gente aluga) , carrinhos de golf. É uma loucura, mas parece que todos se entendem. Perguntei a um taxista se haviam muitos acidentes de moto na ilha e ele disse que eram uns 2 por semana. Vi três guias turísticos com os pés deformados, um deles com pinos na canela, deformações típicas de acidentes de moto. Quando passeamos de Mule pela ilha, apesar do caos, não nos sentimos ameaçados em nenhum momento.
Falando em Mule, parece que segurança não é a principal preocupação dos ilhéus. Quando fomos alugar o carro, começamos uma negociação por 150000 PCO mais combustível e alugamos, o da foto, por 140000 com o combustível incluído, perguntei ao agente sobre a falta dos cintos de segurança, do retrovisor e ele disse: -Entendo que em seu país vocês se preocupam com essas coisas, mas aqui é Colombia, não vão passar de 40 km por hora é relax. Segurança não é o foco do pessoal de lá (veja a foto da amarração da luz de freio do nosso veículo) Aceitamos os argumentos deles.
Os banhos
As ilhas tem problemas de abastecimento de agua e baseados nisso, a maioria dos banhos são de agua fria, não há aquecedor nos chuveiros ( foto 2) e em um dos casos que existia agua quente os ralos são tão pequenos que a agua não se esgota com a velocidade desejada e rapidamente ficamos em uma lagoa de agua suja (foto 3). Por outro lado a agua fria não é tão fria que impossibilite nossos banhos. Mas um banhinho quente é sempre bom
Os banheiros públicos.
Deveriam investir em banheiros públicos pela ilha. É realmente uma vergonha a qualidade dos banheiros nas praias como se pode ver nas fotos abaixo. Baseado no argumento da falta d’água, não existem descargas automáticas funcionando, o que se tem é um balde e um tambor de agua suja do lado de fora do banheiro, para se dar a descarga pega-se a agua no tambor com o balde e despeja-se no vaso, coisa que não vi ninguém fazer. Leve sempre um pacote de lenços umedecidos para emergências, foi muito útil para nós que tivemos que usar um desses “maravilhosos” banheiros em … e …. conforme as fotos 4 e 5
Cambio
Na lojas, restaurantes e praias pagam-se 2000 COP por cada dólar , no cambista recebe-se 2400 e nas ATM recebe-se 2680. Ter que trocar dólar por COP é sempre um stress a mais apesar da ilha dispor de várias ATM no centro.

Mosquitos
Compre, assim que chega, um ou dois tubos de inseticida bem grandes e use-os nos quartos e apartamentos. Tem muito mosquito por lá. Notei que a dona do hotel na ilha da Providência estava mancando e perguntei para ela o que havia acontecido. Ela me respondeu que foi picada por um mosquito e pegou aquela doença chamada vivicunha (?) parecida com a Dengue e que ataca as articulações e que já havia se passado mais de trinta dias e as articulações ainda estavam doendo. Imediatamente descarreguei o resto do meu tubo king-size que havia comprado nos dois quartos que alugamos e aplicamos fartas camadas de repelente nas crianças e em nós. Mesmo assim, vimos os ovnis pairando nos quartos e banheiros que não tinha janela (foto).

Restaurantes,
Recomendamos não olhar as cozinhas dos restaurantes como a da foto. Tem um restaurante na Ilha da Providencia que serve um prato sensacional ( misto de frutos do mar) com lagosta, peixe, caranguejo etc mas a dona do hotel, depois de termos ido lá, disse que a cozinha não era muito limpa. Não vimos e achamos melhor não olhar. Na ilha de —— a cozinha estava à mostra e era bem limpinha. Na ilha de —— a cozinha é única e serve a todas as barracas e resolvemos não olhar, a comida era boa e não tivemos nenhum problema alimentar nessa viagem.


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